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Quem paga se o item quebrar no aluguel?

O que o Código Civil diz sobre locação de bens, a diferença entre desgaste natural e dano por mau uso, e como caução e fotos protegem os dois lados.

Publicado em 24/10/2026

O problema mais temido em qualquer aluguel

Você aluga uma betoneira para uma obra de fim de semana. Na devolução, o dono diz que havia uma rachadura que não estava antes. Você tem certeza de que devolveu como recebeu. Quem paga?

Essa situação aparece com mais frequência do que parece, não só com ferramentas pesadas, mas com cadeiras dobráveis, caixas de som, tendas de festa e pranchas de stand up. A boa notícia é que existe uma resposta clara para essa pergunta, baseada no Código Civil brasileiro. Este artigo apresenta os pontos principais, mas não é aconselhamento jurídico: em caso de dúvida legal, consulte um advogado.

O que o Código Civil diz em linguagem simples

O Código Civil (Lei 10.406/2002) regula a locação de bens móveis nos artigos 565 a 578. Três deles importam diretamente para quem aluga e para quem empresta.

O artigo 569 diz que quem aluga deve usar o item apenas para o uso combinado, cuidar dele como se fosse seu, pagar o aluguel no prazo e devolvê-lo no estado em que recebeu, descontado o desgaste natural do uso regular. O artigo 570 acrescenta que, se o locatário usar o item de forma diferente da combinada ou causar dano por abuso, o dono pode encerrar o contrato e exigir ressarcimento. O artigo 575 é o mais direto: se quem alugou for notificado e não devolver o item, continua pagando enquanto ficar com ele e responde pelos danos mesmo que eles aconteçam por acidente, salvo redução pelo juiz em caso de valor manifestamente excessivo.

Desgaste natural não é dano: entendendo a diferença

A lei diz que o item deve ser devolvido no estado em que foi recebido, salvo as deteriorações naturais do uso regular. Na prática, isso significa que uma furadeira que trabalhou três dias vai voltar com a poeira e o desgaste de uma furadeira que trabalhou três dias, não como se fosse nova na caixa.

A diferença está no tipo de uso. Um risco de uso normal na lateral de uma caixa de som é deterioração natural. Uma tela quebrada ou uma peça torta por queda é dano por mau uso. Quando há dúvida sobre qual dos dois aconteceu, as fotos tiradas antes e depois resolvem a discussão antes que ela comece.

O mesmo raciocínio vale para uma tenda de festa que volta com um pequeno rasgo numa costura de uso versus uma que volta com o mastro dobrado por sobrecarga. O contexto e o registro fotográfico fazem toda a diferença.

O papel da caução quando o dano acontece

A caução existe exatamente para esse momento. Quando o dano vai além do desgaste natural e as duas partes concordam com isso, a caução cobre parte ou todo o valor combinado para a reposição.

Se o valor do ressarcimento for maior do que a caução, as partes precisam negociar. Se for menor, a diferença volta para quem pagou. Por isso o valor da caução deve ser pensado pelo dono em proporção ao valor real do item: uma caução de R$ 50 para alugar um equipamento de R$ 2.000 protege muito pouco quem anuncia.

O Alugoae mostra o valor da caução no anúncio antes do pedido. Isso permite que quem vai alugar avalie se concorda com os termos antes de confirmar a reserva.

Por que fotos e mensagens são sua melhor proteção

Uma foto com data tirada no momento da retirada e outra na devolução resolve a maioria dos conflitos antes de chegarem a qualquer disputa. Elas mostram o estado real do item nos dois momentos e deixam claro o que é desgaste de uso e o que é dano novo.

As mensagens combinadas pelo WhatsApp depois do aceite completam essa proteção. Se o dono registrou na conversa que o item tinha um arranhão na alça antes de sair, ninguém pode cobrar por esse arranhão na devolução. Os dois lados se protegem com o mesmo registro.

O Alugoae não resolve disputas jurídicas entre as partes, mas as ferramentas de registro, o histórico de mensagens e a caução são os elementos práticos que mais ajudam quando surge qualquer desentendimento.

Perguntas frequentes

Se eu devolver o item com dano, preciso pagar sempre o valor total?

Não necessariamente. O que vale é o que foi combinado entre as partes. A caução cobre parte ou todo o dano conforme o acordo. Em valores maiores, as partes podem negociar diretamente.

O que acontece se o dano ocorrer por acidente, sem culpa minha?

O artigo 575 do Código Civil prevê que, após notificação para devolução, quem fica com o item responde pelos danos mesmo em caso fortuito. Para situações durante o uso normal, a responsabilidade depende do que foi combinado. Um advogado pode orientar caso a caso.

O Alugoae resolve disputas entre quem alugou e quem emprestou?

O Alugoae oferece as ferramentas de registro, como fotos, histórico de mensagens e caução, que ajudam a resolver a maioria dos casos. Disputas jurídicas formais devem ser tratadas diretamente entre as partes ou com apoio legal.

Entenda como o processo funciona do pedido ao aceite antes de alugar.

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